sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ADIAMENTO DO ENCONTRO QUE OCORRERIA NA SEMANA QUE VEM



CAROS COMPANHEIROS,


Inmfelizmente, devido a Semana de História e do Seminário de Marxismo e HIstória que ocorrerá na próxima semana, adiaremos nosso encontro da semana que vem para a próxima.

Saudações!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

RESPOSTA AO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO DE 10 DE NOVEMBRO DE 2012


14/11/2012 PROFISSÃO DE HISTORIADOR: MARCHA DA INSENSATEZ OU DO DESCONHECIMENTO?
Nós, historiadores profissionais, sabemos que uma das regras básicas do nosso ofício é a elaboração de um discurso de prova, assentado na pesquisa e na crítica dos vestígios do passado, os documentos . Fernando Rodrigues, por não ter essa formação, talvez desconheça essa regra tão elementar e, por isso, não se deu ao trabalho de ler com atenção o documento que deveria balizar a sua análise (sic) publicada no jornal Folha de São Paulo de 10 de novembro de 2012: o Projeto de Regulamentação da Profissão de Historiador, aprovado no Senado Federal na última quarta-feira. Em nenhum momento este projeto veda que pessoas com outras formações, ou sem formação alguma, escrevam sobre o passado e elaborem narrativas históricas. Apenas estabelece que as instituições onde se realiza o ensino e a pesquisa de História contem com historiadores profissionais em seus quadros, por considerar que, ao longo de sua formação, eles desenvolvem habilidades específicas como a crítica documental e historiográfica e a aquisição de conhecimentos teóricos, metodológicos e técnicos imprescindíveis à investigação científica do passado. Da mesma maneira, a regulamentação pode evitar que continuem a se verificar, nos estabelecimentos de diversos níveis de ensino, situações como a de o professor de História ser obrigado a lecionar Geografia, Sociologia, Educação Artística, entre outras disciplinas, sem ter formação específica para isso (e vice-versa).
Temos certeza que o Senador Cristovam Buarque, tão sensível aos problemas da educação brasileira, apóia esta idéia, pois ela possibilita um ensino mais qualificado.
Temos certeza também que o Senador José Sarney, conhecedor do teor do projeto, está tranqüilo, pois sabe que não vai ser impedido, como nenhum cidadão brasileiro, de escrever sobre a história de seu estado, ou de qualquer período, indivíduo, localidade ou processo. Isso atentaria contra as liberdades democráticas, das quais os historiadores profissionais são grandes defensores.
Fique tranqüilo senhor Fernando Rodrigues, o senhor também poderá escrever sobre história. Só sugerimos que leia os documentos necessários antes de o fazer.
Benito Bisso Schmidt
Presidente da Associação Nacional de História - ANPUH-Brasil
(Gestão 2011-2013)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A SALA OFICIAL DE NOSSOS ENCONTROS NESTE SEMESTRE SERÁ A DO 4 º ANO FILOSOFIA


CAROS companheiros de jornada,

Enfim consegui reservar uma sala na qual faremos todos os nosso encontros deste semestre - isso é um semestre?

A SALA OFICIAL DE NOSSOS ENCONTROS SERÁ A DO
4 º ANO FILOSOFIA - no mesmo andar do xerox e das salas de aulas comuns.


Não sei se tem ar condicionado, mas data show e uma penumbra para exibir os filmes, um "clima", teremos.

Abraços e até lá!

domingo, 18 de novembro de 2012

CALENDÁRIO DE ENCONTROS GEPSHIS – 2 / 2012 corrigido




CALENDÁRIO DE ENCONTROS GEPSHIS – 2 / 2012


DIA / MÊS

TEMAS

FILMES /TEXTOS /OUTROS

NOVEMBRO
Cinema documentário: a cultura histórica, entre memória e testemunho.

DISCURSOS EM DIÁLOGO: FILME  /  TEXTO - FILME

06 / 11
Interpelando o público: “diálogos” cinematográficos com a cultura histórica
* Textos:
* ABDALA. Apresentação GT História cultural, 2012.
* SADDI, R. O parafuso da didática da história: o objeto de pesquisa e o campo de investigação de uma didática da história ampliada. In: Acta Scientiarum. Education  Maringá, v. 34, n. 2, July-Dec., 2012
* POLLAK, Michael. Memória, esquecimento e silêncio. Estudos Históricos. São Paulo: Vértice; Revista dos Tribunais, 1989; Associação de Pesquisa e Documentação Histórica – CPDOC/FGV; pp. 3-15.
(Texto previamente lido/semestre passado. STAM & SHOHAT. Estereótipo, realismos e luta por representação. In: Critica Imagem Eurocêntrica, 2006.)


20 / 11
Documentário (?): CULTURA HISTÓRICA/TESTEMUNHO
- Independência da Argélia
FILME: A batalha de Argel. (1965) PENTECORVO, G.

* STAM & SHOHAT. Cinema terceiro-mundista. In: Critica Imagem Eurocêntrica, 2006.


27 / 11
Documentário
CULTURA / HISTÓRICA/TESTEMUNHO:
- Ditadura civil-militar brasileira
FILME: Cabra marcado pra morrer. (1984) COUTINHO, Eduardo

* REIS Fº., Daniel A. Ditadura e sociedade: as reconstruções da memória. In: REIS Fº., Daniel A., RIDENTI, Marcelo e MOTTA, Rodrigo P. S. (Org.). O golpe e a ditadura militar: 40 anos depois (1964-2004). Bauru: Edusc, 2004: 29-52.




DEZEMBRO




11 / 12 /2012
Documentário TESTEMUNHO DE ÉPOCA:
- Ditadura civil-militar brasileira
FILME: A opinião pública. (1967). JABOR, A.

* KORNIS, Mônica Almeida. História e Cinema: um debate metodológico. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992. p. 237-250. Disponível em: http://virtualbib.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/1940/1079.




JANEIRO




08 / 01 / 2013
Documentário: HISTÓRIA / MEMÓRIA / CINEMA.
FILME: Shoah. (1985) LANZMAMM, Claude.

* LEVI, P. Os afogados e os sobreviventes. Trad. Luiz Sérgio Henriques. Rio de Janeiro, Paz
e Terra, 2004.


22 / 01 / 2013


Documentário: CULTURA HISTÓRICA / CINEMA.
FILME: Arquitetura da destruição. (1989) COHEN, Peter.



 

FEVEREIRO



05 / 02 / 2013
Documentário: CULTURA HISTÓRICA / CINEMA.
FILME: Utopia e barbárie. (2010) TENDLER, Silvio.

* SILVA, Sávio de Tarso Pereira.  História, documentário e exclusão social. In: NOVOA, J. & BARROS, J. A. Historia-Cinema: teoria e representações sociais no cinema. Rio de Janeiro: Apicuri: 2008.


12/ 02 /2013

Documentário: CULTURA HISTÓRICA / TESTEMUNHO DE ÉPOCA / CINEMA.

FILME: ABC Da Greve (1979 / 90) Hirszman, Leon (DOCUMENTÁRIO)
* SADER, Eder. Quando novos atores entram em cena. RJ: Paz e Terra, 1988.

19 / 02 /2013

Documentário: CULTURA HISTÓRICA / TESTEMUNHO DE ÉPOCA / CINEMA.

FILME: Eles não Usam Black-Tie (1981). Hirszman, Leon (FICÇÃO)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ANPUH-Brasil – Associação Nacional de História - Notícias - RESPOSTA À REVISTA VEJA

ANPUH-Brasil – Associação Nacional de História - Notícias - RESPOSTA À REVISTA VEJA

RESPOSTA À REVISTA VEJA

09/10/2012
Eric Hobsbawm: um dos maiores intelectuais do século XX

Na última segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária, das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que tratava, formou gerações de intelectuais. Ao lado de E. P. Thompson e Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever. Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do desenvolvimento capitalista. Mas Hobsbawm não foi apenas um "acadêmico", no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da pesquisa documental. Fiel à tradição do "intelectual" como divulgador de opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que, autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações, suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens mais importantes do século XX.
Eis que, no entanto, a Revista Veja reduz o historiador à condição de "idiota moral" (cf. o texto "A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm", publicado em www.veja.abril.com.br). Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua preocupação com a paz e com o pluralismo. A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado logo no início do texto "historiador esquerdista", dito de forma pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a "análise" acerca do falecido historiador. Nós, historiadores, sabemos que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo. Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela, Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada.

São Paulo, 05 de outubro de 2012

Diretoria da Associação Nacional de História
ANPUH-Brasil
Gestão 2011-2013

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

NOVIDADES Sobre o XXVII Simpósio Nacional de História

A Anpuh-Brasil tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o XXVII Simpósio Nacional de História, evento que ocorrerá de 22 a 26 de julho de 2013 na UFRN, em Natal - RN.
 
O período de inscrições de propostas de simpósios temáticos e minicursos já se iniciou e irá até o dia 02 de dezembro de 2012.
 
Acessem o site do evento: http://www.snh2013.anpuh.org/site/capa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Outro livro que vale MUITO a pena ler sobre cinema


Aqueles que acompanham meu trabalho, sabem que insisto em divulgar alguns livros publicados recentemente e que considero incontornáveis. Entre eles cito Cinematógrafo - organizado por Jorge Nóvoa e Marcos Silva (2009); Mikhail Bakhtin: linguagem, cultura e mídia - organizado por Ana Ribeiro e Igor Sacramento (2010).

Felizmente, por indicação de um aluno (que me desculpo, esqueci o nome - pode lembrar!) estou lendo outro desta mesma qualidade. Na mesma linha dos demais, ou seja, trazendo contribuições fundamentais aos campos que se dedicam - uma novidade editorial, em si - A narrativa cinematográfica - de Gaudreault e Jost (2009) pode ser acrescentado aos dois. 
Trata-se de uma obra que aborda a narrativa do cinema, visitando e refletindo sobre alguns dos postulados e autores que já escreveram sobre ela. Citam autores "clássicos"! (pensando no cinema, claro) Acreditem, eles exitem! Mas, além de citá-los, buscam referir-se às contribuições que fizeram ao campo, debatendo-as. Uma novidade? Sim. 

Vale a pena ler! (Embora, confesso, eu esteja, ainda, no segundo capítulo)

Tal como as duas anteriores, esta obra nos coloca a par de um debate que é decisivo, mas que muitos tomam como respondido ou que, simplesmente, negligenciam para não serem obrigados a refletir sobre o que já foi escrito e as possíveis lacunas em suas próprias argumentações...

Uma lástima que isso ocorra. Mas, este "fenômeno" faz com que, cada vez mais, as obras sobre o mesmo inundem as bibliotecas, atendendo às "demandas" acadêmicas da "pós-modernidade"... (risos!)